Não sei se eu sei se você sabe. (?)

Posted in Uncategorized on Setembro 23, 2009 by chidebarne

Quantas voltas volta ao mundo na volta dos mundos que voltam?

Se o mundo é redondo e gira por que quando gira o gira gira o mundo gira?

Se alguém ler, não repare. Eu tive sonhos estranhos essa noite.

Cara ou coroa?

Posted in Uncategorized on Agosto 17, 2009 by chidebarne

Até que ponto vai a cara de pau? Ontem a Rede Record passou uma reportagem atacando a Globo e respondendo às denúncias feitas contra a IURD durante essa semana passada. A pergunta que fica é: Qual a diferença entre Globo e Record? Qual a diferença entre igreja católica e evangélica? As duas emissoras transmitem o que lhes interessa, não se preocupam com a verdadeira informação. Pior, fazem o mesmo papel. Já cansei de ver a mesma reportagem ser tratada da mesma forma, principalmente quando se trata dos movimentos sociais, pelas duas emissoras. Quanto às igrejas. Pensando ontem eu cheguei a uma conclusão nova. Na minha opinião as igrejas se assemelham aos laboratórios farmacêuticos. Nos discursos sempre ouvimos a mesma ladainha de preocupação com as pessoas. Compromisso com a saúde, etc etc etc. Mas os laboratórios vivem de curar doenças, certo? Se eles conseguirem não extinguir mas criar medicamentos mais eficientes e que não acarretam num tratamento longo e regado à coctéis e mais coctéis de drogas pesadas e caras, o que aconteceria com esses laboratórios? E as igrejas? Se sustentam da ignorância, miséria e desespero das pessoas. Dependem de um sistema que as deixe cada vez piores. Sem dinheiro, sem perspectiva. Se a igreja lutasse e conseguisse um Estado mais justo para todos como ela ficaria? O que é mais interessante para essas organizações? Pessoas saudáveis e confiantes ou depressivas e pobres?

http://www.youtube.com/watch?v=01itrj-HQz0

A classe média aplaude.

Posted in Uncategorized on Agosto 12, 2009 by chidebarne

Só algumas palavras antes dos vídeos. Eu fiquei sabendo deles através da coluna do jornalista Hamilton Octavio de Souza da revista “Caros Amigos”. Não tem muito o que dizer, eu peço que por favor assistam e vejam o que estão fazendo com o povo brasileiro e de que forma isso é noticiado para as pessoas.

POR FAVOR, DIVULGUEM ESSES VÍDEOS.

Sem título.

Posted in Uncategorized on Agosto 6, 2009 by chidebarne

O sol finalmente apontou as janelas das casa. O dia não era igual aos outros que vinham se repetindo. Monótonos. As pessoas pareciam mais tristes, mais distantes. Como é possível? Ninguém se falava antes, como podem estar ainda mais distantes? Algo estava diferente naquele novo dia que parecia diferente do anterior que por sua vez foi igual a todos os outros. Como explicar esse vazio atormentador que ia crescendo e parecia que a qualquer momento ia explodir e sair pela sua garganta e atingir todos aqueles que simplesmente ignoravam o vazio que agora os assolava? Nem mesmo o vento era capaz de soprar da mesma forma que outro dia mesmo lhe cortara a face. A vontade é de correr e gritar a todos: PARE. PARe. PAre. Pare. pare. O mundo girou. O grito ficou preso e não foi nesse novo dia tão diferente do anterior que mais um louco correu e disse: Pare.

Algumas percepções.

Posted in Uncategorized on Maio 25, 2009 by chidebarne

Andando pelas ruas de Curitiba uma coisa me intrigou. Vi alguns carros com um adesivo, em alusão ao acidente envolvendo o Deputado Estadual Fernando Carli Filho, dizendo “190 km/h é crime”. Certo. O acidente foi grave, o deputado está muito errado e tem que ser punido. Quanto a isso não há dúvidas. Mas convenhamos que esse tipo de acidente não é único, motoristas bêbados matam pessoas a torto e a direito por todo o Brasil e essa revolta não atinge as pessoas. Mas por ser tratar de um deputado… E mais, alguém viu algum adesivo sobre o palácio do deputado mineiro? Ou então quando o “excelentíssimo” senhor Sarney assumiu a presidência do senado? Cadê a revolta do povo quando os políticos nos assaltam com seus aumentos de salário abusivo? Se o deputado Carli Filho for preso a justiça vai poder se gabar de não privilegiar os mais poderosos e a opiniao pública vai se calar e esquecer tudo o que passou, até vir outro assalto e outro…

E se eu não quiser?

Posted in Uncategorized on Abril 23, 2009 by chidebarne

E se eu não quiser votar?

Se eu não quiser assistir a novela das 8 e o BBB?

Se eu não quiser usar uma calça Diesel e um moleton GAP enquanto escuto ao meu iPod?

Se eu simplesmente quiser ignorar o fato de que tal celebridade está comendo tal mulher?

Se eu não quiser abrir minha janela para o sol?

Por que eu não posso ir a uma entrevista de emprego com os cabelos grandes e a barba por fazer?

Quem me diz qual é o comportamente ideal que eu devo ter e quem me diz que isso realmente é o melhor para mim?

Qual o tipo de liberdade eu tenho?

Essa eu não quero.

Vossa excelência.

Posted in Uncategorized on Abril 23, 2009 by chidebarne

Advinhem quem foi entrevistado pela TV Globo?

Gilmar Mendes, aquele que deu Habbeas Corpus para Daniel Dantas. É incrível ver um homem com tantos podres durante a sua “brilhante” carreira ter esse tipo de espaço nos veículos de comunicação. Mais um belo exemplo que os homens que comandam esse país dão aos mais jovens, que crescem vendo toda essa podridão se instalando no Brasil.

Perversões

Posted in Uncategorized on Abril 13, 2009 by chidebarne

Segunda feira, sol. Ontem foi foda! Cruzamos a cidade inteira atrás de um pouco de be bop, cerveja e algumas picadas. Encontramos. Mas a situação está difícil. Os canas brotam do chão e te metem a mão na cara se te vêem vagabundeando pelas ruas à noite. Essa cidade está uma merda. Pensei em me mandar de volta para São Francisco e saber o que está rolando no Pacífico, fiquei sabendo que o Haight-Asbury agora foi tomando por um bando de hipsters doidões que estão pedindo o fim da Guerra.

Eu precisava de um café. A senhora Billie Pierce não estava em casa. Nunca vou me esquecer quando ela e o marido foram escolhidos para participar de uma foto, depois disso passaram a se comportar como estrelas de Hollywood, mas foi a uns 5 anos. O casal sempre me ajudou nas necessidades básicas, chegaram a me arranjar um emprego na linha férrea, mas eu acabei pulando em um dos trens e fui até o Texas tentar a sorte plantando maconha. É claro que não deu certo.

A casa vizinha estava vazia, e a fome começava a me incomodar. A morfina me ajudava nessas horas. Ainda tinha um pouco guardada desde a minha última visita ao médico, conseguir receitas para essas coisinhas estava cada vez mais cabeludo. Da última vez eu precisei alugar um terno para ir até a consulta. Minha cara ossuda e pálida, somada aos trapos que eu venho vestindo mostram claramente por que eu quero essa merda. Uma picada matinal. Teria que passar uma ou duas cápsulas para poder jantar.

Uma volta pelo bairro, minha nuca parecia que estava queimando, um negro tocava seu sax na escadaria de uma casa, os dedos corriam pelas teclas alucinadamente e o instrumentista pingava suor. Seu chapéu coco já tinha ido chão depois do último solo. Talvez ele estivesse procurando “aquilo”. Neal Cassady cansou de procurar alguém que conseguisse “aquilo”, esse doidão ia chegar lá.

“Vai, vai, vai, vai”, comecei a gritar como se estivesse numa Jam session. Mas o fôlego do garoto acabou e ele me pediu um cigarro. Conversamos por alguns minutos, nem ofereci o meu bagulho, esse rapaz não parecia ter dinheiro para gastar. Ele vinha do Missouri e estava na casa de sua tia esperando a época do algodão para se mandar para a Califórnia. O deixei tocando e fui atrás de vender aquelas cápsulas. Passei por um policial gordo, com um bigode grande e lustroso que me encarou e passou a me seguir por algumas quadras. Porco. Olhei as placas e vi que estava perto do hotel onde Chad estava hospedado. Ele sempre está afim de um pouco disso e ainda posso conseguir alguma erva. Nada. Foi despejado hoje cedo quando chegava em casa, deve estar dormindo em algum distrito policial.

Merda, merda! Uma torta de maçã com muito sorvete era tudo o que eu precisava agora. Sentei num banco e ascendi meu último cigarro. Uma viatura parou próxima a mim e jogou um cara porta a fora. O policial esbravejou alguns palavrões e saiu cantando os pneus de seu carro imponente. Escroto. O rapaz se levantou e para a minha surpresa, Chad, inteiro fodido, sujo, com o cabelo desgrenhado, mas livre e vivo. Fui até ele e comentei sobre as cápsulas. Ele deu o maior sorriso da história. Seus olhos brilhavam enquanto eu falava. Subimos até o seu quarto. Preparei a minha seringa, com meia cápsula e dei uma e meia para ele. Nos picamos, ele me pagou e me deu um pouco de erva. Meu dia estava completo, com essa grana eu podia comprar pão e meio litro de uísque.

Após as compras voltei para casa e comecei beber, liguei o rádio, Foxy Lady no último volume. Jimi tocava como se estivesse fazendo amor com a sua guitarra. O uísque começou a amortecer as minhas pernas. O baseado queimava e perfumava a minha sala, depois de mais alguns tragos adormeci nu.

Terça feira…

Felipe Arthur

“Presidente”, a palavra é sua.

Posted in Uncategorized on Abril 7, 2009 by chidebarne

“Saí porque eu quis. Não sou remunerado no Corinthians e, se quiser ficar um mês, dois ou três fora, eu fico. Saio a hora que eu quiser, pois tenho problemas particulares meus para resolver.”

Andrés Sanchez, “presidente” do Corinthians.

Cada dia eu me sinto mais envergonhado.

E se não fosse ela?

Posted in Uncategorized on Abril 6, 2009 by chidebarne

Ontem assistindo a um debate sobre como a “grande mídia” impõem uma certa ditadura comercial sobre os meios de comunicação me veio a seguinte questão: A capa da revista Isto É do dia 01/04 e as manifestações em frente ao jornal Folha de São Paulo a respeito da matéria publicada no dia 17 de fevereiro dizendo que o período de governo militar no Brasil foi apenas uma “ditabranda”. Ora, qual foi a repercussão dessa manifestação? A imprensa brasileira, com raras e gratas exceções, vem prestando um desserviço ao povo. Quem acha que a punição de Eliana Tranchesi foi um abuso, se não a comunidade burguesa paulistana? E se fosse uma moradora da favela que tivesse cometido algum tipo de contravenção? Qual seria a postura da revista que se diz “Independente”? A censura ainda existe e é imposta de forma dura e covarde sobre os meios. Quem dá as regras e as cartas não é o bom senso ou a vontade de justiça e sim o capital banhado em lama que circula pelas bolsas de valores.

Isto É 01/04/09

Isto É 01/04/09

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